Archive for março, 2011
Conhecer Veneza sempre foi um dos meus maiores sonhos e falar sobre essa cidade não vai ser nada fácil.
Assim que cheguei em Veneza tive certeza de que iria passar um dos melhores dias da minha vida, pena que não foi exatamente assim que aconteceu.Não posso negar que Veneza é uma cidade realmente encantadora, especial e única…Ela tem mesmo o seu charme, mas também tem os seus inúmeros pecados.
Vou tentar relatar aqui, em poucas palavras, o porquê do meu profundo desapontamento.
Vou começar falando do quanto fui ridiculamente explorada nessa cidade, tudo em Veneza é excessivamente caro. Lógico que em uma cidade turística as coisas tendem a ser um pouco mais caras do que o normal, mas em Veneza era absurdo. Em uma das nossas visitas a Piazza San Marco, que é uma das grandes atrações turísticas de Veneza e uma das praças mais lindas que já vi, várias coisas aconteceram para que eu ficasse desapontada com a cidade. Foi nessa mesma praça que vi muito lixo acumulado pelos cantos e cenas bizarras como a de um pombo se alimentando de outro. Só de lembrar me dá arrepio.
Sentamos, eu e meu namorado, para tomar 4 bolas de sorvete, que nem estavam tão boas e pagamos o preço equivalente a um jantar para duas pessoas, com direito a sobremesa e tudo mais. Eles incluíram na conta um covert de uma micro orquestra que estava tocando a 1km de distância de onde estávamos e outras taxas de serviços vindas do além. Sem falar dos flying rats, os mesmos pombos irritantes que rondavam a praça, ficavam esperando qualquer descuido para atacar a sua comida, e esses não eram qualquer um, eram pombos sem medo e assassinos. Eles atacavam mesmo com gente na mesa, tínhamos que ficar atentos a todo minuto. Não dava para relaxar.
Outra coisa que fiquei impressionada com Veneza foi com a falta de educação dos “Nativos“. Não achei nada plausível o jeito que as pessoas tratavam os turistas, era quase impossível achar alguém bem humorado. Inclusive não poderia deixar de contar um fato hilariantemente absurdo que marcou essa viagem.
Estávamos mortos de cansados depois de andar muitos quilômetros, pelo os nossos cálculos andamos em média 15 km por dia. Já era quase a noite quando resolvemos definitivamente sentar e comer uma pizza, porém estávamos sempre comendo petiscos durante as nossas longas caminhadas, por isso não estávamos com tanta fome. Sentamos em um restaurante numa dessas ruelas e o garçom era um italiano que possuía os mesmos adjetivos que citei acima. Pedimos o cardápio com aquele jeitinho bem “abrasileirado” de ser, amigável, como somos naturalmente, até mesmo quando o próximo não merece tamanha gentileza. Decidimos pedir somente uma pizza e dividi-la pois uma pizza individual na Itália tem, mais o menos, o mesmo tamanho de uma pizza média no Brasil. Achei que tivéssemos tomado uma atitude de duas pessoas sensatas que estavam apenas tentando evitar ao máximo o desperdício de comida. Será que os sensatos éramos nós? Fomos quase agredidos quando fizemos o nosso pedido. O nosso friend italiano falou em alto, bem alto, e bom som que no restaurante dele não se podia dividir pizza, seriamos obrigados a pedir duas pizzas, uma para cada, por mais que não tivéssemos estômago para engoli-las. Que nome eu poderia atribuir a essa atitude? Melhor deixar passar não é?
Concluindo. Não posso dizer que foi uma grande desilusão. Veneza é linda, isso é indiscutível, porém não vou levar comigo muitas recordações incríveis, a não ser as fotos que tiramos lá e que terei o imenso prazer de dividir com vocês.
♥♥
♥
Look
Jaqueta – Yigal Azrouel Calça – M&guia Bolsa – Top Shop Sapato – Urban Outfitters Óculos – Chanel ♥ Fotos: Felipe Torretta ♥ ♥ ♥Foi uma passagem relâmpago a trabalho pela cidade luz, apenas dois dias, o suficiente para um dia de fitting e outro dia para o tão esperado desfile da Louis Vuitton.
Confesso que, se pudesse, ficaria mais uns dias em Paris para fazer umas comprinhas, andar pela city, tomar um café na calçada…
Foi tudo muito rápido, cheguei e fui direto para o hotel jogar uma água no rosto e ir para a prova de roupa, que foi acabar, nada mais nada menos que 1 hora da manhã. Além de todo o cansaço acumulado por conta da longa viagem, meu corpo ainda sentia o peso do fuso horário da Europa que sempre me deixa destruída.
As 4:30 da manhã toca o meu despertador, pulo da cama e tento esquecer que dormi apenas 1 hora e 45 minutos.
Call time do desfile as 5 am, em ponto.
Chegando no backstage, pego um belo espresso doppio e me sento para fazer o hair & makeup do desfile…
10 am começa o grande show, e que show.
♥
Avenue de l’Opéra – Foto tirada do quarto do hotel.
Look do dia – Saída do desfile.
♥



























































